Como é habitual na primeira edição anual da nossa Newsletter, olhamos em retrospetiva para o ano que passou. 2025 ficará certamente marcado como um período desafiante à escala global, europeia e nacional — um ano onde a instabilidade política se somou ao agravamento da crise climática, enquanto a Inteligência Artificial atingiu um nível de adoção sem precedentes. Neste contexto complexo, a atividade da SOGILUB manteve-se sólida, resiliente e com resultados de elevado desempenho, contribuindo de forma consistente para a economia circular.
Em Portugal, viveu-se um ano marcado por alguma instabilidade política e por uma seca severa nos primeiros meses do ano — uma das mais intensas da última década.
A nível económico, o país cresceu 1,9%, segundo a estimativa rápida do INE — um valor abaixo da meta governamental, mas alinhado com as previsões da Comissão Europeia. O crescimento foi impulsionado pelo consumo privado e pelo investimento, embora penalizado pela desaceleração das exportações.
Num cenário de desafios ambientais e económicos, a gestão eficiente de recursos e a economia circular continuaram a ganhar relevância — e é precisamente neste ponto que o desempenho da SOGILUB merece destaque.
Num contexto internacional e nacional tão complexo, 2025 representou para a SOGILUB um ano de elevado desempenho operacional e ambiental.
Evolução do Mercado e Adesão ao Sistema
- 838 PrON aderentes (mais 36 que em 2024)
- Mercado de óleos novos sujeitos a Ecovalor foi de 69.995, tendo crescido 13%
- Mercado global atingiu 84.140 toneladas, 12% acima de 2024 e o maior desde 2010
Esta evolução demonstra não apenas vitalidade económica no setor, mas também um crescente compromisso com o cumprimento das obrigações ambientais.
Em 2025, a SOGILUB recolheu 31.902 toneladas de óleos lubrificantes usados — um aumento de 1,76% face a 2024 e o segundo valor mais alto desde 2007.
A taxa de recolha atingiu 119%, que se deve ao facto de se recolher também óleo usado, resultante de óleo novo que não foi declarado quando da sua entrada no mercado nacional, o que demonstra a eficácia e abrangência do sistema.
Outros destaques:
- Crescimento de pedidos de recolha, e do número total de recolhas para 37189
- A Madeira ultrapassou pela primeira vez as 1.000 toneladas recolhidas
- Melhorou o cumprimento de prazos de recolha
- Reduziu-se a quantidade de óleo contaminado com cloro e PCB’s
- Todas as metas foram atingidas
Apesar destas conquistas, persiste a tendência de aumento do tempo médio de recolha, um desafio que continuará a merecer atenção, e que se deve à crescente pressão da recolha porta-a-porta no SIGOU.
A atividade de tratamento e valorização manteve o seu ritmo positivo:
- Vendas totais de óleos tratados: 28.169 t (+1% vs a 2024)
- Para regeneração: 23.124 t (praticamente igual ao ano anterior)
- Para reciclagem: 5.046 t (+9% vs a 2024)
A taxa de regeneração manteve-se nos 82%, assegurando uma elevada eficiência na valorização de um recurso crítico.
2025 ficará ainda marcado pela atribuição à SOGILUB de nova licença para a gestão do Sistema Integrado de Gestão de Óleos Usados (SIGOU), tendo esta sido homologada pelos membros do governo através do Despacho Conjunto n.º 1/SEEcon/SEAMB/2025, produzindo efeitos a 27 de agosto, válida de 01 de janeiro de 2026 até 31 de dezembro de 2035, abrangendo todo o território nacional, sem prejuízo do exercício das competências de execução administrativa atribuídas aos órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Num contexto tão desafiante, a SOGILUB demonstrou solidez, capacidade de adaptação e compromisso ambiental — reforçando o papel central do SIGOU na economia circular portuguesa.
Entramos em 2026 com a consciência de que os desafios serão muitos, mas também com a confiança de quem tem provas dadas:
mesmo em anos turbulentos, a SOGILUB continua a entregar resultados, a crescer e a contribuir para um futuro mais sustentável.
